quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
(...) reticências

Olhando a foto, foi quando eu descobri que tua ausência ainda doía e o tempo que passou não me serviu como remédio. E a minha paciência foi inútil e todo desapego incompetente. Eu me desvencilhei de livros, cartas e bilhetes e me desmemoriei por algum tempo - quis tanto ter você, depois silêncio - mas nessa tarde estranha em que ensaio versos, só vem tua falta à tona... E eu desamarro um pranto que eu sei tão antigo - desculpa essas palavras com cara de choro - ainda há reticências.
[Marla de Queiroz]
[Marla de Queiroz]
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Não me façam feliz.

Por favor, não me saciem nem me deixem pensar que alguma coisa boa pode sair disso. Olhem para os meus machucados. Olhem para este arranhão. Estão vendo o arranhão dentro de mim? Estão vendo ele crescer bem diante dos seus olhos, me corroendo? Não quero ter esperança de mais nada.
(Markus Zusak - A Menina Que Roubava Livros)
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Você abre a boca. Abre tanto que as mandíbulas chegam a estalar. Manda que seus pulmões puzem o ar, AGORA; você está precisando de ar, precisando AGORA. Mas as suas vias respiratórias ignoram o seu comando. Entram em colapso, se estreitam, se contraem, e, de repente você está respirando através de um canudinho de refrigerante. A sua boca fecha, os seus lábios se eneugam, e tudo que você consegue fazer é soltar um som rouco, estrangulado. As suas mãos tremem e se contorcem. Em algum lugar, as comportas se abriram em uma enxurrada de suor frio e transborda, encharcando seu corpo. Você quer gritar. Gritaria se pudesse. Mas, para gritar, é preciso respirar.
O caçador de Pipas. (Pág: 125/126 - Cap - 10.)
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
dream
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