Eu poderia esperar mais de você. Eu poderia te cobrar o mundo, te pedir tudo, reclamar do pouco que eu sou pra você. Poderia me perguntar, se você sentiria falta depois de semanas de esforço pra não lhe dar um mínimo de mim, ou me corroer até os ossos por me infiltrar num mundo onde não exista nada que toque seu nome e sobenome, e acidentalmente, os passos que você deu ao meu lado, ou simplesmente aceitar a derrota e esperar silenciosamente até que você diga que não consegue viver sem tudo aquilo, também. Desejaria que você me odiasse, e fingiria que estou bem assim. Diria tantas vezes que não conheço ninguém com seu nome, ou que a pessoa das fotos é um anônimo, até que eu caísse nas minhas armadilhas e confundiria mentiras, com realidades. Poderia te seguir, analisar cada passo, cada vez que você parasse pra observar o mundinho medíocre à sua volta. Deveria te querer tanto, mas tanto, que isso chegasse a me atrofiar as veias, ou liberar ansiedade por cada célula de mim, a ponto que eu já não pudesse lidar com tal sofrimento, e dizer que essa droga, que eu chamo de você, já não faz parte dos meus hobbies, dos meus compromissos, ou dos meus vícios diários.
Mas eu prefiro me convencer que nada disso me faz mal, insanamente dizer a mim mesma que você é a coisa que mais me faz bem, ignorar que estou cega ou até confusa de mais pra dizer o que quero, ou medir quaisquer esforços que sejam negativos,à você.
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